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                Posteriormente, com a evolução da pandemia em Portugal, as medidas de autoproteção foram
         aumentando, passando os operacionais a usar máscara e luvas em todas as situações de emergência
         pré-hospitalar, bem como passamos a colocar igualmente máscara e luvas em todos os doentes/vítimas.

                Com o evoluir da situação, os níveis de EPI foram subindo, passando assim em todas as situa-
         ções a ser utilizado o nível básico, para toda e qualquer situação de emergência pré-hospitalar, sendo o
         mesmo constituído por: touca, bata, avental plástico, óculos, viseira, máscara cirúrgica, 2 pares de luvas

         e proteção de pés.
                Nos casos de vítimas suspeitas ou confirmadas o nível do EPI passa a ser máximo, acrescentan-
         do ao anterior um fato impermeável, cobre botas, cogula e máscara do tipo FFP2.

                Foram igualmente elaborados procedimentos e protocolos de atuação, de desinfeção, de coloca-
         ção e remoção do EPI, bem como 4 cartazes informativos.

                Quanto ao EPI, atualmente, tendo em conta o grande investimento feito pela Exma. Direção da
         Associação, que ainda hoje se mantém associada ao EPI, entregue pela Câmara Municipal de Gondo-
         mar (numa quantidade bastante razoável) e pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil,

         temos equipamento suficiente para fazer face às necessidades.
                A dinâmica de funcionamento dentro da Corporação mudou?

                Obviamente que a dinâmica no seio do CB se alterou, porquanto o número de operacionais pre-
         sentes nas instalações foi reduzido, por forma a minimizar o risco de contágio e para manter a completa
         operacionalidade do CB.

                Foram criadas três Equipas de Elementos Profissionais, com 5 operacionais cada, os quais asse-
         guram turnos de 14 horas seguidas, durante o período diurno, de domingo a domingo, passando depois

         a um período de isolamento de 14 dias.
                Esses mesmos turnos são acompanhados por um Elemento de Comando, que está ao serviço 14
         dias, passando depois a um período de isolamento, igualmente de 14 dias.

                Os quatro Operadores de Comunicações mantêm um horário rotativo entre eles, assegurando as
         24 horas de serviço, mantendo um isolamento total da área operacional.

                Durante o período noturno, o mesmo é assegurado por apenas 4 elementos voluntários, em equi-
         pas rotativas, para que depois possam fazer igualmente um período alargado de isolamento.

                Para além deste esforço de todos os Operacionais, quer aqueles com vínculo profissional, quer
         os puramente Voluntários, associa-se um plano extremamente exigente e moroso de desinfeção de to-
         das as instalações e  viaturas.

                Como é que os seus colegas estão a lidar com a pressão ?
                Ao longo de todo este processo, assumiu especial relevo a garantia da estabilidade emocional de

         cada um dos elementos do CB, estando todos eles confiantes, motivados, com vontade de colaborar e
         ajudar em tudo, enchendo-me de orgulho.

                Como tenho dito várias vezes, o pessoal tem sido fantástico.
                Não posso deixar de referir o apoio extraordinário dos restantes elementos do Comando, da Ofici-
         al Bombeira, responsável pelo plano de contingência e da Exma. Direção da Associação, na pessoa do

         Sr. Presidente, bem como dos restantes elementos.

         GIZ NEGRO / Jornal Escolar                                                                                                                                                                                     8
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